Dom

Dom vai além do Bandido Gato

Primeira série da Amazon no Brasil humaniza caso que chocou RJ nos anos 2000

Por MARCELO FORLANI

Bandido fashion. Bandido gato. Estes eram alguns apelidos de Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom, que aterrorizou prédios e casas da alta sociedade fluminense no início dos anos 2000. Usando seus olhos azuis e cabelos loiros, o jovem utilizava o racismo estrutural a seu favor para entrar nos locais sem levantar suspeita e, uma vez dentro, tocava o terror, saindo das residências apenas depois de encher as malas com dólares, joias e aparelhos eletrônicos. E assim virou manchetes dos jornais. Mas não é esta a história que o cineasta Breno Silveira (2 Filhos de Francisco) conta. Ao menos não com este foco.

Breno estava trabalhando na sua produtora quando recebeu a visita de Victor Dantas, um policial civil aposentado, que queria contar a história de seu filho, Pedro. Doía ao pai ver o filho retratado na mídia como o menino de classe média do Rio de Janeiro que se envolveu com drogas e assaltos, taxado muitas vezes de violento pelas suas vítimas. Não era mentira, mas era apenas um lado da história. Segundo relatos, Pedro experimentou cocaína pela primeira vez aos 9 anos e em pouco tempo passou de vender os objetos da própria casa a furtos maiores, para saciar sua dependência química. Foram mais de uma dezena de internações por clínicas de reabilitação na adolescência e até uma passagem pela antiga FEBEM, que só piorou a situação.

O que fez Pedro chegar a este ponto? Esta é a pergunta que Breno tenta responder na primeira série original da Amazon Studios no Brasil. Não se trata, portanto, da história de mais um criminoso, mas sim de um problema social, o tráfico de drogas. E neste ponto, a figura de Victor é tão ou mais importante que a de seu filho. Não à toa, boa parte do episódio inicial é contado durante a Ditadura Militar, quando Victor era um mergulhador que acaba sendo cooptado por um departamento secreto de combate às drogas. Na época, a cocaína começava a chegar ao país e, aos poucos, ia mudando a estrutura da cidade e do país. Como causa e consequência estão ligados, a história é contada de forma não linear, indo e voltando entre os anos 1970 e 2000, como as ondas que Victor quebrava para mergulhar. ( LEIA COMPLETO)

PARA LER MAIS

https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/06/04/serie-dom-se-inspira-em-historia-de-bandido-gato-dos-anos-2000-para-falar-de-familia.ghtml

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