| Moscou 1941, Rodric Braithwaite |
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Qual foi a maior batalha da Segunda Guerra Mundial? ... Vários nomes surgem de imediato em nossa mente, como a do Dia D na Normandia, a da tomada de Berlim, a de Stalinigrado, entre outras, contudo pelo número de pessoas envolvidas, a Batalha de Moscou é considerada a maior pela escala jamais igualada nos combates da Grande Guerra. De setembro de 1941 a abril de 1942, a grande invasão perpetrada por Hitler causou tantas baixas no lado soviético que somadas as perdas dos britânicos e americanos juntos não chegariam nem perto do total. Sob as botas de milhares de soldados alemães, sob os milhares de tanques, sob os milhões de bombas jazem quase dois milhões de cadáveres. Mas horrendo o preço que pagaram aos nazistas, as tropas russas conseguiram deter o seu avanço naquele momento e mesmo com as vitórias seguidas ao longo de 1942, os alemães sentiram "(...) em seus corações,(...) já ficaram sabendo que, se a Batalha de Moscou não foi o começo do fim, certamente foi o fim do começo". Página 21 O inglês Rodric Braithwaitt compôs em seu Moscou 1941 (Moscow 1941: A City and Its People at War, tradução de Vitor Paolozzi, Record, 501 páginas, R$ 67,90) um retrato descritivo da época que aconteceu a batalha, recriando a atmosfera, de forma épica, ao reunir relatos de estudantes, enfermeiras, trabalhadores, artistas entre outros indivíduos que viveram na União Soviética naquele momento. Moscou 1941 não é uma história militar da batalha de Moscou. Apesar de existirem mapas e uma discussão suficiente das principais batalhas para dar ao leitor uma idéia do que ocorreu durante os meses da invasão, o livro é realmente uma compilação de histórias sobre como a cidade de Moscou e os seus cidadãos se confrontaram com a guerra e com a ameaça dos exércitos alemães se aproximando. Como tal, a história oral é a principal fonte narrativa do autor amparada na discussão entre os valores estatísticos da batalha e a história do cotidiano moscovita, com o número de soldados, lideres do partido, mas também o que as pessoas comuns sentiram ante a tragédia. Os relatos dos agrupamentos de alunas, de trabalhadores das fábricas e atores do Bolshoi é o ponto máximo do livro. A linguagem de Braithwaite é bem concisa, sem nada de dramaticidade ou uma abordagem ‘florida’, na verdade, lança o conteúdo para deixar suas próprias fontes falarem por si. Além disso, fornece informações gerias que darão a qualquer leitor, mesmo aqueles que não conhecem da história soviética, uma contextualização sócio-politica da época. Resume os acontecimentos que levaram à guerra na frente oriental, incluindo o devastador expurgo de Stálin do alto comando do Exército Vermelho e a medíocre campanha na Guerra contra a Finlândia no inverno de 1940. O autor contribui com seu trabalho de forma valiosa para a bibliografia sobre a Guerra na Frente Oriental. Em particular pela personalização desta batalha, apresentando aos leitores alguns insights sobre como deve ter sentido um simples cidadão moscovita naqueles dias escuros. E também pelo uso de uma excelente fonte material: as cartas dos soldados e dos jornalistas, dos estudantes, dos pais e filhos para contar a história da batalha. Uma visão que deixa de lado seus comandantes, que aborda tão somente aqueles que realmente sofreram os reveses da guerra, diferentemente das elites dos dois lados envolvidos. Um livro fascinante. Por Cadorno Teles Autor: BRAITHWAITE, RODRIC ISBN: 8501078654 |


Qual foi a maior batalha da Segunda Guerra Mundial? ... Vários nomes surgem de imediato em nossa mente, como a do Dia D na Normandia, a da tomada de Berlim, a de Stalinigrado, entre outras, contudo pelo número de pessoas envolvidas, a Batalha de Moscou é considerada ... ( Leia mais) 










